Andreia Ursula Oliveira, aluna da Escola da SHP, estreia com vitória no Brasileiro de Adestramento Paraquestre

Foi um desafio. Com apenas dois meses treino, uma bem sucedida prova durante o Ranking de Adestramento com 8/3, Andreia Ursula Oliveira com Zigfield Interagro representou São Paulo e a SociedadeHípica Paulista no Brasileiro de Adestramento Paraequestre que movimentou o Centro Hípico Gama, em Brasília (DF), entre 23 e 25/3.

Andrea, que tem paraplegia em decorrência de um acidente automobilístico em 2003, é aluna da Claudia Honda, psicóloga e treinadora de Adestramento Paraequestre na Escola da Hípica Paulista. Com apoio da equipe da SHP, veterinários e amigos, Claudia levou Zigfield Interagro até Brasília em seu próprio trailer.

Andrea e sua treinadora Claudia com Zigfield Interagro

O esforço e dedicação valeram a pena. No sábado, 24/3, Andreia e Zigfield Interagro venceram na categoria Novatos (competindo pelo Grau II) com 61,150% de aproveitamento. Pelas cores de Brasília Yasmin Dias de Souza Zeba com Sabrina e Flávia da Costa Rocha montando Frieske van Koningsland emplacaram em 2º e 3º lugar com 59,875% e 59,375%.

Comemoração no pódio com Andrea, campeã,no Brasileiro de Adestramento Paraquestre

Fato é que Andrea, bolsista parcial na Escola da SHP, tem mesmo espírito de campeã. “Em 2009 iniciei no Kart Adaptado e em fevereiro de 2012 ingressei no Tiro Esportivo pois sempre fui apaixonada por este esporte com várias conquistas em cinco anos”, conta Andrea que detém títulos brasileiros, paulistas e internacionais no Tiro Esportivo. A paixão pelo Adestramento Paraequestre é mais recente. “Em junho de 2016, cheguei no hipismo através da Equoterapia. Sempre gostei de cavalos, mas não imaginaria que eu pudesse vir a ser uma atleta do adestramento. Em outubro de 2016, participei de uma prova interna ainda montando na Hípica Santo Amaro e me apaixonei pelo Adestramento Paraequestre”, revela a amazona.

Andrea, Claudia e Brigitte Walter, fisioterapeuta e única classificadora oficial da FEI no Brasil que avalia e decide qual o grau de competição que os atletas paraequestres se enquadram

A fisioterapeuta Lilian Chateau, coordenadora de Equitação Terapêutica na Sociedade Hípica Paulista há mais de 10 anos, comenta a trajetória da amazona. “Andreia nos procurou no final de 2017 com intuito de buscar novos horizontes para seu caminho do Paraequestre. Veio conhecer a SHP e sua infraestrutura e gostou. Achou aqui uma nova possibilidade”, conta Lilian.

Com todo mérito Andrea  tem motivos de sobra para comemorar. “Fiquei muito feliz com o resultado, foi muito importante e uma experiência nova. Estou treinando há apenas dois meses na Hípica Paulista. É pouco tempo e fiquei até surpresa com o resultado. Eu dei o meu melhor e aconteceu o melhor. Os treinos com a Claudia foram intensos e a gente trabalhou foco e concentração. Só tenho agradecer por essa oportunidade que é apenas o começo. Foi muito importante e válida essa experiência, só veio agregar. Quero agradecer a Claudia, a Hípica Paulista, a todos os envolvidos, palavras são poucas para agradecer.”

A equipe de São Paulo em flash de confraternização

O Brasileiro de Adestramento Paraequestre foi disputado nos Graus I, II, III, IV e V (maior ao maior grau de comprometimento físico do atletas) e série Novatos (categoria mista com atletas estreantes previamente classificados) e teve participação de 20 conjuntos. Marcos Fernandes Alves, o Joca, dono de duas medalhas de bronze em Pequim 2008, é o titular do Centro  Hípico Gama e comemorou o título no Grau II.

Rumo ao Mundial

Em ano de Jogos Equestres Mundiais que acontecem entre 11 e 23 de setembro na Carolina do Norte (EIA), o Brasileiro de Adestramento Paraequestre também foi válido como qualificativa técnica e observatória. Formaram o juri no Campeonato Brasileiro Adestramento Paraequestre Claudia Moreira de Mesquita, presidente, ao lado de Arnaldo Conde Filho, Major Paulo Teixeira, Juarez Marcon e Maria Luiza Dal Pai. A diretora do Comitê Organizador é Marcela Frias Parsons, diretora de Adestramento da Confederação Brasileira de Hipismo e Federação Hípica de Brasília, principal celeiro de campeões na modalidade. Ronaldo Bittencourt Filho, presidente da CBH, também prestigiou a competição.

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